Thursday, November 16, 2006

A "arte"de ter filhos

Ontem, recebemos em casa a visita da minha madrinha. Ela veio conhecer o Pedro Henrique. Ela também é minha madrinha de casamento, um amor de pessoa e tem duas filhas e um filho, que sempre foram primos bastante próximos, apesar de terem morado em São Paulo durante quase toda minha infância.
Mas a apresentação foi só pra ilustrar uma estatística comum em nosso país - a das adolescentes grávidas. Sempre fiquei pensando o que leva a uma gravidez indesejada, principalmente na adolescência. Muita gente fala em falta de informação e em alguns casos pode até ser, mas acho que são poucos.
O fato aqui é que uma destas minhas primas, tem um filha que engravidou aos 16 anos. Minha prima é gerente de banco, separada e educou a menina praticamente sozinha, mas sempre com muito diálogo, carinho e tudo o que o dinheiro pudesse comprar. Pois, a filha se envolveu com um bandidinho, que inclusive passou os dois últimos anos na cadeia. Ela teve o bebê, um menino lindo, que hoje é o xodó da família, mas na época, meu tio, que é avô dela e bisavô do menino quase infartou e ficou um bom tempo sem falar com a neta. Ele simplesmente não aceitava que aquilo estivesse acontecendo. Mas o tempo cura tudo.
Só que a estória não acabou, há cinco meses atrás, ela teve um outro menino, com um outro namorado. Como pode? Falta de informação não era, mas até poderia ser desculpa na primeira vez, mas agora.... de novo?
O resultado disso, é que ela tem 19 anos, dois filhos, não trabalha, não estuda, mora só com os meninos em uma casa que minha prima alugava, os pais das crianças não pagam pensão e quem sustenta os três é minha prima, que sempre foi linda, mas que envelheceu absurdamente nos últimos tempos e vive doente.
Eu fico pensando que ter filhos não é uma aventura, muito menos na adolescência, todos sabemos que acidentes acontecem, mas às vezes, eu acho que é muita irresponsabilidade ter filhos dessa forma e delegar as despesas e a educação à uma outra pessoa. Isso ninguém merece!

7 Comments:

At 1:01 PM , Anonymous Karin said...

Ih!!!! Tenho uma prima com a mesma história, só espero que fique no 1° filho. Minha tia que está cuidando da menina. Triste, né?

Claudia, ficou muito linda a cara nova do seu blog, adorei as cores, tudo de muito bom gosto!!!

Na casa que morávamos, mesmo sendo alugada, fizemos um pomar, realmente pegar fruta do pé, não tem preço!!!!! Sabe o que era meu xodó? Um pé de framboesa! Chique, né? Compra uma mudinha e planta aí na sua casa, ela cresce super bem, sem grandes cuidados.

Não podia deixar de comentar como está lindo e crescido o Pedro Henrique!!! Um fofo! Parabéns!

Desculpe o comentário enorme, é que fazia tempo que não vinha :p
Grande beijo,

 
At 2:33 AM , Blogger Isabella said...

Ai, Cláudia, que história, hem? E pensar que isto está cada vez mais comum. Tenho até medo, porque a gente que tem filhas tem telhado de vidro, né? Mas é bom saber desses exemplos para tentar prepará-las para um futuro beeeem melhor. Beijo

 
At 3:06 AM , Anonymous Flávia said...

Cláudia, esse tema me preocupa e me incomoda, pois tenho uma filha, né? não consigo entender de forma alguma o porquê que essas coisas acontecem, viu? se o problema fosse falta de diálogo, eu teria ficado grávida aos 15! meus pais nunca conversaram abertamente comigo sobre isso, mas eu tinha essa consciência, sei lá como.
Beijos!

 
At 4:07 AM , Anonymous Carla said...

Puxa, Claudia, história triste mas bem comum hoje em dia. Quantas meninas estão aí com filhos nas costas e sustentadas pelos pais? Também fico pensando no motivo disso, pois acho que falta de informação não é. Será a educação dos pais? Não sei mesmo...
Olha, adorei as cores novas no blog! Um beijão em você e nas crias!

 
At 4:24 AM , Blogger Roseh said...

Cláudia
Eu engravidei acidentalmente aos 17 anos, fui largada pelo namorado e tinha tudo pra ter uma história com essa que você contou. Mas eu não me acomodei com a gravidez, e nem deleguei a educação do meu filho pra ninguém, estudei, e hoje trabalho, sustento e educo meu gatinho, vou me casar e estou construindo uma história diferente. Acredito que o fato de ter dado um mal passo não quer dizer que eu seja descabeçada, sei que existe muito preconceito, mas nem todas as adolescentes que engravidam enveredam por esse caminho e viram o desgosto da família. Eu posso afirmar com certeza que minha mãe tem muito orgulho de mim por eu ter dado a volta por cima e conseguido reconstruir a minha vida de forma digna e correta, sem depender de ninguém.

 
At 4:32 AM , Blogger Roseh said...

Cláudia, desculpe o desabafo, mas é que eu acho que rola um preconceito nessa questão, não discordo que há muitas adolescentes que engravidam e deixam os filhos largados para os pais cuidar, mas eu queria mostrar que também há o outro lado, mulheres que como eu, não se deixaram abater e lutam diariamente para dar uma boa educação e um lar decente pra um filho que não foi esperado, mas que foi muito amado desde o início.
E se eu pudesse voltar atrás, eu faria tudinho de novo, igualzinho. Pois valeu muito a pena.

 
At 8:26 AM , Anonymous Greice said...

Claudia, eu tenho vários exemplos deste na família. Vários mesmo. Mas eu acho que uma 1a gravidez pode ser acidente. A minha foi aos 26 anos, mas poderia ter acontecido antes. O erro pra mim é a mãe (avó do bebê) que passa a mão na cabeça e sustenta a criança. Eu daria TODO apoio à minha filha, mas o "erro" não ficaria barato para ela. Teria que trabalhar, estudar e se esforçar, para que pelo menos no futuro possa garantir o sustento dos filhos. Agora se a mãe apoia o 1o sem a garota precisar se preocupar, vai rolar mesmo o 2o, o 3o...
bjs!

 

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